sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

 Há cada vez mais europeus que olham para os Estados Unidos não como um aliado mas sim como uma ameaça. O Presidente Marcelo honra lhe seja feita, foi o líder europeu que muito cedo teve a coragem de afirmar  sem meias tintas que o homem de Washington deixou de ser confiável. 

Respeitando as distâncias, é natural que hoje em dia uma significativa parte dos madeirenses e porto-santenses vejam Lisboa como um centro de poder hostil e pouco interessado na preservação de uma boa relação institucional com os nossos órgãos de governo próprio e com a comunidade madeirense residente na Região. Pelo contrário há sinais de puro colonialismo e desprezo mesquinho.

Para falar apenas neste século, encontramos várias episódios de conflitos, provocações e desconsiderações em relação à Região envolvendo governantes e políticos de diferentes quadrantes. Se fizermos uma lista acreditem que a balança pende para o lado que em princípio seria o menos provável. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Portugal que se saiba é um Estado de Direito e Democrático e as relações com os seus cidadãos  têm leis próprias e a Constituição da República garante um tratamento igual para todos os cidadãos de pleno direito. 

Não pode haver cidadãos de primeira e segunda categoria perante a lei. O cumprimento de obrigações fiscais é uma questão que não deve ser suportada pela devassa da vida de cada um, mesmo por um primeiro-ministro de turno. O incumprimento não tem geografia e a máquina do Estado se não está devia estar, preparada para o escrutínio ou fiscalização se quiserem sem recorrer aos vícios da dialética política, Quem anda de carro sem seguro, sabe que corre o risco de ser abordado por um agente da autoridade com competência para agir. Seja onde for, no continente ou nas Regiões Autónomas. A penalização acontece porque o dono do veículo não pagou o seguro, não tem nada a ver com a situação fiscal do infrator. O IUC o imposto de circulação automóvel está também ao dispor  das autoridades sem que haja a necessidade de uma intrusão na vida das pessoas para que se faça a devida fiscalização.

Haver um primeiro-ministro a fazer birra porque o seu governo marimbando-se para a Lei Fundamental e para o Estatuto Político Administrativo da suas Regiões Atlânticas resolveu exigir uma fiscalização pidesca da vida privada de cidadãos livres, apenas porque  vivem longe da alçada do seu poder, mostra que Portugal  é um país que viola  as liberdades individuais. Só um rural deslumbrado pelo poder, como alguém qualificou, não tem a noção da figura triste que acaba de fazer na Assembleia da República.

Espera-se que mais esta violência do centralismo/colonialismo seja tratada  como deve ser, protestando  alto em bom som. O nosso povo está farto de Montenegos armados  em impolutos e das vinganças da cubagem instalada no poder. A Madeira não tem culpa de os Montenegros serem figuras menores a que ninguém passa cartão nos fóruns internacionais.. Digam-lhe que os madeirenses e os portossantenses são pessoas de bem que não vivem de subsídios, lembrem-lhe que que o SSM é ilegalmente considerado um subsídio . Viajar no território nacional sem constrangimentos é um direito de todos os portugueses sem exceção, logo incluindo o primeiro-ministro de turno.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O boçal que é apresentado com vencedor na Madeira é um produto do que resta do pior colonialismo português, logo é inimigo do modelo Autonómico que tem beneficiado os cidadãos madeirenses e portossantenses tendo transformado para melhor as nossas vidas,

O boçal é consequência da vontade e plano de um fulano ressentido que quando passou pelo poder fez das opções tomadas pelo nosso povo e do seu novo modo de vida, um dos alvos a abater através da sabotagem e vergonhosas tentativas diretas de interferência, logo é um amestrado palavroso ao serviço de um projeto político de vingança contra o sucesso da Autonomia. Quem há época foi colaboracionista é hoje vítima. 

Olhando para os números da Região vemos que a soma do conjunto doas votos dos que rejeitaram o boçal é manifestamente maioritária.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O que tivemos foi uma Eleição Presidencial, coisa muito diferente de umas Eleições Legislativas. 

É claro que devem ser lidos os sinais da votação mas de forma séria e sem a contaminação das frustrações e ressentimentos de derrotados com um historial de meio século. 

Fazer o que um assalariado do novo dinheiro fez num jornal sem receitas, dando eco às aflições de desesperados do socialismo e do fascismo inculto que acham que houve um partido sob escrutínio eleitoral, não é sério e deve ser visto como uma chafurdice de um escriba engajado, o que devia merecer a atenção de quem recebe milhões de euros dos impostos dos madeirenses. 

Na Madeira, Marques Mendes o Almirante Gouveia e Melo, e Cotrim Figueiredo tiveram o apoio muitos Social Democratas que contribuíram para as votações destes candidatos.  A título individual o deputado Sousa, do JPP, também contribuiu com os votos da sua aérea política para a vitória do vencedor da primeira volta António José Seguro, cujo resultado na Madeira nada tem a ver com os desamparados socialistas locais. 

O escriba não fique muito entusiasmado com o fogo fátuo. 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

sábado, 17 de janeiro de 2026

Vamos ficar em casa porque as Autonomias  não estiveram na agenda dos candidatos à Presidência da República? 

Não!

Não passemos cartão às excitações de puro oportunismo malcriado. Precisamos, sim de gente bem preparada para alertar o próximo Presidente da República para a necessidade de haver mais respeito pelos portugueses do Atlântico, não excluindo a sensibilização  do novo inquilino do Palácio de Belém para o uso da sua magistratura de influência  em termos constitucionais. A Autonomia da Regiões Atlânticas sob a Bandeira de Portugal é uma da maiores conquistas da nossa democracia, alguém duvida? 


Portugal tem leis anacrónicas, próprias de um lugar que ainda não se libertou do vício bafiento de tudo controlar e  tudo centralizar. Portugal tem complexos da sua pequenez e é por isso irrelevante. 

Mas, cabe na cabeça de alguém continuar a impor aos cidadãos um retiro de reflexão de 24 horas na véspera da ida às urnas? Para mais quando assistimos nas televisões já depois da meia noite ao exibicionismo de uns tipos apresentados como analistas a perorar sobre o comportamento dos candidatos às eleições, mostrando a maior parte das vezes os seus vergonhosos engajamentos. Os donos do aparelho de Estado, felizmente não possuem ferramentas para cortar o aceso dos portugueses às novas plataformas de comunicação, mas, no fundo talvez não se importassem de ter o seu momento Aiatolá.

Quanto ao mais acabamos de ter um período eleitoral sequestrado por agentes da comunicação social, que ignoraram os esclarecimentos a que todos temos direito substituído-os por agendas contaminadas  pelo efeito Buraca- Baixa da Banheira