Não foram apenas questões sobre a política internacional e de defesa que estiveram ausentes no malfadado e único debate entre dois candidatos a Presidente da República de Portugal.
Durou mais de uma hora o debate e nem uma única vez -como sempre aconteceu- ouvimos falar sobre as Regiões Atlânticas de Portugal, muito por incompetência dos ditos moderadores do debate, contaminados por uma lógica continental que tudo domina, mas também pelos fracos candidatos em presença. As agendas tanto de uns como de outros estão gastas são mais do que conhecidas e fazem dos chamados debates uma maçada.
Há todo um oceano a separar-nos deste tipo de gente e por isso voltamos a perguntar se vale a pena perder o nosso tempo com eleições sequestradas pela curta visão de uns tipos -e já agora tipas- sem horizontes para além do pequeno mundo de intrigas onde vivem e se pavoneiam
Uma coisa deve preocupar-nos: Há dois candidatos que estão a marimbar-se para as comunidades portuguesas nas Regiões Atlânticas e aquele que ganhar as eleições não vai prescindir de ter em cada uma das Regiões, uma espécie de ouvidor da Presidência da República, mantendo-se assim a aberração política que faz de Portugal um país onde o colonialismo/centralismo ainda é imposto a uma parte dos seus cidadãos.