Portugal que se saiba é um Estado de Direito e Democrático e as relações com os seus cidadãos têm leis próprias e a Constituição da República garante um tratamento igual para todos os cidadãos de pleno direito.
Não pode haver cidadãos de primeira e segunda categoria perante a lei. O cumprimento de obrigações fiscais é uma questão que não deve ser suportada pela devassa da vida de cada um, mesmo por um primeiro-ministro de turno. O incumprimento não tem geografia e a máquina do Estado se não está devia estar, preparada para o escrutínio ou fiscalização se quiserem sem recorrer aos vícios da dialética política, Quem anda de carro sem seguro, sabe que corre o risco de ser abordado por um agente da autoridade com competência para agir. Seja onde for, no continente ou nas Regiões Autónomas. A penalização acontece porque o dono do veículo não pagou o seguro, não tem nada a ver com a situação fiscal do infrator. O IUC o imposto de circulação automóvel está também ao dispor das autoridades sem que haja a necessidade de uma intrusão na vida das pessoas para que se faça a devida fiscalização.
Haver um primeiro-ministro a fazer birra porque o seu governo marimbando-se para a Lei Fundamental e para o Estatuto Político Administrativo da suas Regiões Atlânticas resolveu exigir uma fiscalização pidesca da vida privada de cidadãos livres, apenas porque vivem longe da alçada do seu poder, mostra que Portugal é um país que viola as liberdades individuais. Só um rural deslumbrado pelo poder, como alguém qualificou, não tem a noção da figura triste que acaba de fazer na Assembleia da República.
Espera-se que mais esta violência do centralismo/colonialismo seja tratada como deve ser, protestando alto em bom som. O nosso povo está farto de Montenegos armados em impolutos e das vinganças da cubagem instalada no poder. A Madeira não tem culpa de os Montenegros serem figuras menores a que ninguém passa cartão nos fóruns internacionais.. Digam-lhe que os madeirenses e os portossantenses são pessoas de bem que não vivem de subsídios, lembrem-lhe que que o SSM é ilegalmente considerado um subsídio . Viajar no território nacional sem constrangimentos é um direito de todos os portugueses sem exceção, logo incluindo o primeiro-ministro de turno.