Há meio século Portugal acordou sentindo quanto era bom viver com uma impressa livre.
Não demorou muito tempo e todos chegamos a temer o regresso dos anos negros através do controlo das mentes por organizações totalitárias ainda com alguma influência. Felizmente ganharam homens e mulheres sem medo que em defesa de uma sociedade livre que corria sérios riscos, escreveram falaram e foram para as ruas combater contra as novas formas de opressão política. Foram anos de escolhas e de defesa do pluralismo.Hoje passadas décadas estamos a passar novos tempos sombrios, onde editores engajados impõem uma agenda política obediente a gente sem princípios mas com muitos interesses privados ou de grupo. Reparem na casta de sonsos que tudo decidem nas redações causando inúmeras frustrações a jovens que um dia sonharam com o ofício do jornalismo, e hoje são vítimas da prepotência de seres inchados. Alguém lhes ordenou a mudança da agulha e estão a retirar das agendas diárias aquele que foi até agora a peça fundamental para o funcionamento da máquina que ainda garante o suporte de vida à porcaria.
Adeus Ventura.
Agora há um novo/velho herói, um salazarista sem os estudos do velho professor (sim ditador mas qualificado) acabado de sair do vão de escada onde andou a remoer ressentimentos e a aguardar instruções.
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