Há demasiada concentração de poder em Lisboa e isso não é bom para o desenvolvimento de Portugal, e por arrasto para quem é esmagado com uma indecente carga fiscal e ainda por cima sem escolha, é obrigado a alimentar um sistema centralista, muitas vezes com vergonhosas recaídas colonialistas.
O paradoxo é quando no centro do poder se encaixam uns provincianos sem visão que assim que vislumbram os Cristo Rei em Almada, sentem prazer em espezinhar e estabelecer escalas de valor entre as comunidades portuguesas residentes no território nacional, que no fundo continuam a aguentar o barco. Aceitam ser marionetes de interesses de todo tipo, obscuros de clube e até paridários. É claro que já passou o tempo em que eles chegavam à capital com as célebres peúgas brancas e até telefonavam para casa a anunciar a chegada ao cargo de ministro da nação.
Longe vão os tempos em que a política como uma nobre arte era protagonizada por gente com vontade de ajudar a construir um Portugal melhor em que era ponto de honra tratar todos os portugueses de forma igual nos direitos, nas oportunidades e nos deveres de cidadania.
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