10 de Junho é o dia em que o Portugal Democrático celebra as comunidades portuguesas no mundo, incluindo os que por cá ficaram, exaltando-me também a obra do autor dos Lusíadas o poeta Luiz de Camões, que narrou como nenhum outro as aventuras e as conquistas além mar dos nossos navegadores mas também as características que caraterizavam o nossos antepassados.
Em tempos que lá vão no século XX chamava-se Dia da Raça na visão Salazarenta imposta a uma sociedade pouco instruída, com um indicie de iletrados o que era vergonhoso na Europa, então ainda a sofrer as sequelas de dois conflitos mundiais, sendo que no primeiro, nas trincheiras das Flandres foram perdidas milhares de vidas portuguesas incluindo soldados idos da Madeira, cujos nomes estão inscritos num imponente Arco junto ao rio Liz na Bélgica.
Passadas décadas hoje há quem se questione se os madeirenses, sobretudo as suas novas gerações, sentem algum apelo patriótico para a participação nos enfadonhos programas oficiais que são preparados para preencher aquilo que para a maioria dos que trabalham não passa de mais um feriado que anuncia a chegada do Verão. Há responsáveis por pelos alheamentos,alguns fomentados por colaboracionistas alinhados com a visão do centraliismo/ colonialismo dominante, que olham para nós como uma comunidade dependente deles o que vindo de alguém considerado o povo menos produtivo da Europa desenvolvida é risível.
Hája tino em conhecidas cabeças que vivem e mandam na pequena faixa de terreno ibérico, em frente ao Atlântico.
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