Será que as Regiões Autónomas que hasteiam a bandeira portuguesa por obrigação constitucional aceite pelas suas comunidades, mas que também sentem orgulho pelos seus símbolos próprios, sem dúvida uma das grandes conquistas no Portugal democrático, têm razões para estarem confortáveis com os sinais que vêm da faixa mais ocidental da península Ibérica?
Pelo que se vê nas agendas e palavras de quem ocupa os lugares cimeiros do Estado, nem por isso.
Quer em Belém como em São Bento nos dois palácios instalados no quarteirão, continuamos a ter a ideia que na cidade onde desagua o rio Tejo, a antiga capital do Império Perdido, continuam com a mentalidade retrógrada de que toda o que existe para além do lugar é paisagem.
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